Eu estava com minha camiseta preferida, e o céu estava tranquilo. Como o costume, pegava um táxi de volta pra casa depois do cólegio. Eu era esquisita, desastrada, tropeçava nos meus próprios passos.
Minha mãe arrumava minha bagagem e meus passaportes quando cheguei em casa.
Era uma tortura sair de um lugar como Porto Alegre para ir para outro como Rio de Janeiro. Eu odiava o calor.
Era minha única opção era ir pro Rio de Janeiro estudar, afinal, meu pai morava lá.
Enfim segui viagem... O avião era aquela coisa sofisticada, como aqueles de filmes americano.
Meu pai me esperava no aeroporto. - oi Rony - Ele parecia bem feliz em me ver ali.
- Oi Charlie - Ele odiava que eu o chamasse de Charlie, mais ja havia me acostumado com minha mãe.
Ele pegou minhas bagagens e colocou no carro.
Fomos pra casa de Charlie, que agora seria a minha também. Era incrível como tudo aquilo estava do geito que minha mãe deixou.
Morar com Charlie era tranquilo, silencio 24 horas.
Charlie era um advogado, e todo dia saíra cedo de casa para ir trabalhar, então eu passava a maioria do tempo sozinha em casa.
Eu preparei a janta, nós jantamos e eu subi para arrumar minhas coisas.
Estava muito calor, fazia 36 graus no Rio. A maioria de minhas roupas eram de inverno.
Então peguei uma calça velha, cortei as barras, uma camiseta de frio, cortei as mangas e um chinelo velho de Charlie. Agora sim eu estava pronta pra arrumar as roupas, mais estava com tanta preguiça e calor que deitei em cima das roupas e dormi ali mesmo.
Eu não conseguia pensar em muita coisa, acabei não sonhando.
No outro dia de manhã, Charlie já havia saído e deixado um bilhete na mesa:
'' Rony, Tive que sair mais cedo, estou com uns problemas na delegacia para resolver, o café está na cafeteira, e no armário tem mantimentos, beijo - pai. ''
Eu tinha muita coisa pra fazer, queria que meu dia rendesse por ali. Então fui logo preparando as coisas, tomei meu café correndo e subi pro meu quarto.
Peguei um dinheiro que minha mãe tinha me dado pra vir pra cá e peguei um carro velho que Charlie tinha na garagem. Era um Volvo lindo, mais estava acabado, Charlie o havia trocado por Civic. Eu não entendia muito dessas coisas de carro.
Fui para a cidade. Vi uma estátua linda, não me lembrava bem mais acho que o nome era Cristo Redentor.
Tanta gente havia naquela cidade, muito calor, muita gente, eu não me via ali.
Estacionei o carro em uma vaga que tinha sobrando e pedi pra um guardinha tomar conta.
Eu não tinha carta, mais ninguem iria saber mesmo. - eu ri pra mim mesma.
_____CONTINUA_____
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